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Exemplo: "Circular n.º 8/2021"

Migalhas de pão

ASF apresenta a terceira edição do Relatório Anual de Exposição ao Risco Climático dos setores Segurador e dos Fundos de Pensões

A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) apresenta publicamente a terceira edição do relatório anual de exposição ao risco climático dos setores segurador e dos fundos de pensões nacionais. A ASF reafirma assim o seu compromisso com o desenvolvimento do conhecimento técnico nesta matéria, fundamental para compreender os potenciais impactos das alterações climáticas nos setores supervisionados e para apoiar o desenho de soluções que reforcem a resiliência nacional face aos riscos de catástrofes naturais.

A seguir, são sintetizadas as principais conclusões e mensagens do relatório:

Exposição a riscos climáticos de transição por via das carteiras de investimentos:

  • Na exposição a riscos climáticos de transição por via de posições de dívida soberana, destaca-se a tendência de exposição a soberanos que registam maiores avanços na sua transição climática. Em termos evolutivos, todas as carteiras de dívida soberana dos setores supervisionados registaram uma melhoria anual do score climático médio.
  • Nos títulos de dívida privada reforçou-se a proporção de dívida alocada a empresas com menor intensidade carbónica, isto é, com menor rácio de emissões carbónicas por volume de negócio (50% e 46%, respetivamente nos setores segurador e de fundos de pensões).
  • Ao nível das posições acionistas, existe alguma vulnerabilidade teórica aos riscos climáticos de transição, fruto da maior proporção a contrapartes com intensidades carbónicas intermédias. Contudo, esta é mitigada pelo peso contido dessa classe de ativos nos portefólios dos setores supervisionados.
     

Exposição a riscos climáticos físicos por via de coberturas seguradoras não vida:

  • Estima-se que a exposição agregada do setor segurador aos riscos climáticos físicos, associados à carteira de apólices de seguro de incêndio e multirriscos, tenha evoluído para cerca de 1 010 mil milhões de euros (+11,7%). Esta exposição agregada distribui-se por níveis de riscos diferenciados ao longo do território, e reflete predominantemente o segmento de habitação e a cobertura de edifícios.
  • Para o risco de incêndio rural, a maioria do capital seguro está associado a níveis de risco mais reduzidos, em linha com a distribuição urbana da carteira. Todavia, subsistem concentrações relevantes em concelhos do interior e do centro do país, onde os níveis de perigosidade estrutural são mais elevados.
  • Para o risco de inundação, a maioria do capital seguro situa-se em zonas com scores inferiores a 0,5 (numa escala de 0 a 1, onde 1 corresponde ao risco mais elevado), indiciando níveis de risco globalmente moderados.
  • Contudo, importa recordar que uma parte substancial dos agentes económicos não dispõe de proteção seguradora face a riscos climáticos físicos. Por isso, é relevante promover a implementação de mecanismos de resiliência partilhada, que contribuam para reduzir as lacunas de cobertura e para aumentar a robustez coletiva face aos desafios climáticos que se tornam cada vez mais exigentes.


Perspetivas futuras de exposição dos setores supervisionados aos riscos climáticos:

  • Os elevados níveis de tensão e incerteza geopolíticos têm gerado protecionismo económico, fragmentação, e repercussões na definição de objetivos e metas ambientais, bem como na permanência em metas supranacionais, em particular o Acordo de Paris.
  • A nível europeu destacam-se as iniciativas políticas e regulatórias com o objetivo de rebalancear a ambição de sustentabilidade com maior simplificação, visando a retoma de competitividade económica. O momento atual é marcado por revisão de vários diplomas legislativos nesta área, no sentido de reconfiguração do fluxo de informação de sustentabilidade e da responsabilidade empresarial de sustentabilidade.
     

Consulte o Relatório Anual de Exposição ao Risco Climático dos setores Segurador e dos Fundos de Pensões

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