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Exemplo: "Circular n.º 8/2021"
Migalhas de pão
Relatório Anual de Exposição ao Risco Climático 2025
A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) apresenta publicamente a segunda edição do relatório de exposição ao risco climático dos setores segurador e dos fundos de pensões nacionais. Reafirma, assim, o seu compromisso com uma abordagem analítica aos riscos climáticos, que permita a deteção atempada dos riscos e a identificação de oportunidades.
Esta edição caracteriza-se pela maturação e expansão das análises dedicadas aos riscos climáticos. Destaca-se o aprofundamento da análise à exposição aos riscos climáticos físicos através das coberturas de seguro comercializadas pelos operadores nacionais. Ao nível da exposição a riscos climáticos de transição, foi incluída uma classe de ativos adicional – os fundos de investimento.
A maturação e aprofundamento aplicados pela ASF a este relatório refletem também a sua expectativa face aos operadores supervisionados. Em particular, no que se refere ao seu progresso na consideração da relevância das alterações climáticas para as suas cadeias de valor, bem como na integração dos riscos de sustentabilidade na sua governação.
A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) apresenta publicamente a terceira edição do relatório anual de exposição ao risco climático dos setores segurador e dos fundos de pensões nacionais. A ASF reafirma assim o seu compromisso com o desenvolvimento do conhecimento técnico nesta matéria, fundamental para compreender os potenciais impactos das alterações climáticas nos setores supervisionados e para apoiar o desenho de soluções que reforcem a resiliência nacional face aos riscos de catástrofes naturais.
A seguir, são sintetizadas as principais conclusões e mensagens do relatório:
Exposição a riscos climáticos de transição por via das carteiras de investimentos:
- Na exposição a riscos climáticos de transição por via de posições de dívida soberana, destaca-se a tendência de exposição a soberanos que registam maiores avanços na sua transição climática. Em termos evolutivos, todas as carteiras de dívida soberana dos setores supervisionados registaram uma melhoria anual do score climático médio.
- Nos títulos de dívida privada reforçou-se a proporção de dívida alocada a empresas com menor intensidade carbónica, isto é, com menor rácio de emissões carbónicas por volume de negócio (50% e 46%, respetivamente nos setores segurador e de fundos de pensões).
- Ao nível das posições acionistas, existe alguma vulnerabilidade teórica aos riscos climáticos de transição, fruto da maior proporção a contrapartes com intensidades carbónicas intermédias. Contudo, esta é mitigada pelo peso contido dessa classe de ativos nos portefólios dos setores supervisionados.
Exposição a riscos climáticos físicos por via de coberturas seguradoras não vida:
- Estima-se que a exposição agregada do setor segurador aos riscos climáticos físicos, associados à carteira de apólices de seguro de incêndio e multirriscos, tenha evoluído para cerca de 1 010 mil milhões de euros (+11,7%). Esta exposição agregada distribui-se por níveis de riscos diferenciados ao longo do território, e reflete predominantemente o segmento de habitação e a cobertura de edifícios.
- Para o risco de incêndio rural, a maioria do capital seguro está associado a níveis de risco mais reduzidos, em linha com a distribuição urbana da carteira. Todavia, subsistem concentrações relevantes em concelhos do interior e do centro do país, onde os níveis de perigosidade estrutural são mais elevados.
- Para o risco de inundação, a maioria do capital seguro situa-se em zonas com scores inferiores a 0,5 (numa escala de 0 a 1, onde 1 corresponde ao risco mais elevado), indiciando níveis de risco globalmente moderados.
- Contudo, importa recordar que uma parte substancial dos agentes económicos não dispõe de proteção seguradora face a riscos climáticos físicos. Por isso, é relevante promover a implementação de mecanismos de resiliência partilhada, que contribuam para reduzir as lacunas de cobertura e para aumentar a robustez coletiva face aos desafios climáticos que se tornam cada vez mais exigentes.
Perspetivas futuras de exposição dos setores supervisionados aos riscos climáticos:
- Os elevados níveis de tensão e incerteza geopolíticos têm gerado protecionismo económico, fragmentação, e repercussões na definição de objetivos e metas ambientais, bem como na permanência em metas supranacionais, em particular o Acordo de Paris.
- A nível europeu destacam-se as iniciativas políticas e regulatórias com o objetivo de rebalancear a ambição de sustentabilidade com maior simplificação, visando a retoma de competitividade económica. O momento atual é marcado por revisão de vários diplomas legislativos nesta área, no sentido de reconfiguração do fluxo de informação de sustentabilidade e da responsabilidade empresarial de sustentabilidade.
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