O papel do setor segurador no comboio de tempestades
Seis meses após a tempestade Kristin, o evento mais severo do denominado “comboio de tempestades” que atingiu Portugal entre janeiro e fevereiro de 2026, a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) divulga hoje um relatório que analisa o papel desempenhado pelo setor segurador durante esta crise sem precedentes, identifica as principais lições aprendidas e apresenta recomendações destinadas a reforçar a preparação para futuros eventos extremos.
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Principais números do “comboio de tempestades”:
- 5,3 mil milhões de euros de perdas económicas estimadas;
- 1,4 mil milhões de euros de perdas protegidas por contratos de seguro;
- Apenas 26% das perdas económicas estavam cobertas por seguros;
- 218 mil sinistros participados às empresas de seguros;
- Mais de 99% dos sinistros já foram objeto de peritagem;
- Mais de 80% dos prejuízos estimados na habitação já foram indemnizados;
- 91% das perdas seguras foram suportadas pelo mercado internacional de resseguro;
- Apenas 8% das unidades empresariais tinham cobertura de perdas de exploração.